terça-feira, 21 de junho de 2016

Saiba como aplicar a construção sustentável

 

O que é uma construção sustentável?

A construção sustentável é uma forma de se construir casas e edifícios, harmonizando-os com o meio ambiente. Ela procura, durante toda sua produção e pós-construção, amenizar os impactos à natureza, reduzindo o máximo possível os resíduos e utilizando com eficiência os materiais e bens naturais, como água e energia. Além disso, é imprescindível a aplicação de materiais recicláveis e de menor impacto ambiental, como madeiras reflorestadas e tijolo de adobe, por exemplo.
A aplicação desse conceito entrou na pauta dos arquitetos após a Crise do Petróleo, dada na década de 1970, amenizando a utilização de energia e procurando novas formas de utilizá-la. Após o término da crise, o conceito não sumiu, pois a tendência de levar a sustentabilidade cada vez mais a sério só evoluiu a partir de então.

Como fazer?
Prédios ou casas sustentáveis devem levar em conta algumas características para assim serem consideradas. O principal deles é o respeito ao ambiente que os cerca, a comunidade e aos recursos naturais.
Em casas, por exemplo, a utilização de madeiras reflorestadas, com selo de certificação, de painéis fotovoltaicos, para uso da energia solar, vasos sanitários com redução de água, estética inteligente a se utilizar a luz do sol e aproveitar seu calor ou amenizá-lo, a fim de reduzir o consumo de energia por ar condicionados ou ventiladores, são formas de deixar seu imóvel mais sustentável.

         Aqui vai uma lista de bons produtos a serem usados na sua casa ou em seu prédio para deixar sua residência mais ecologicamente correta:

·        Madeira plástica: muito semelhante à madeira tradicional, ela pode ser muito vantajosa. Feita de plástico reciclado, ela pode ser usadacomo piso ou revestimento. Por ser de plástico, tem a vantagem de ser imune a pragas, como cupim, e tem menor necessidade de manutenção.

·        Solo cimento:a definição do solo cimento pela Associação Brasileira de Cimento Portland é a seguinte: “o material resultante da mistura homogênea, compactada e curada de solo, cimento e água em proporções adequadas. O produto resultante deste processo é um material com boa resistência à compressão, bom índice de impermeabilidade, baixo índice de retração volumétrica e boa durabilidade”.

·        Tecido Greenscreen: usado em cortinas e persianas, proporciona o uso mais racional da energia solar, bloqueando a irradiação e utilizando com eficiência a luz.

·        Concreto reciclado: feito a partir dos entulhos das obras, ele diminui o número de resíduos das mesmas. Existem inúmeras formas de concreto reciclado, e todas elas preconizam a reutilização de materiais das obras, como telhas, tijolos etc. Vale a pena pesquisar o ideal para sua obra.

·        Telhas Ecológicas:há diversos tipos de telhas ecológicas no mercado, sendo a principal a feita com fibras. Produzida a partir de fibras de madeiras como pinho, eucalipto, e de não-madeiras, como sisal, bananeiras e coco. Há também as telhas feitas de materiais reciclados, como papel, asfalto e resina.

·        Lâmpadas de LED:as lâmpadas de LED podem durar cerca de 25 vezes mais do que uma lâmpada comum. Além disso, consomem menos energia para funcionar, isso porque elas convertem em luz 60% da energia usada, e as convencionais convertem de 5% a 10% (o restante é transformado em calor, por isso a lampada é tão quente).

·        Bloco de Adobe:feito com argila, areia, água e palha ou outras fibras, é muito resistente e uma boa alternativa aos blocos tradicionais.

Existem centenas de outros materiais sustentáveis, porém muitas iniciativas partem da criatividade das pessoas. Não é difícil deixar sua casa mais “ecologicamente correta”; um exemplo é usar uma garrafa PET para fazer uma luminária ou criar uma horta vertical. A construção de prédios e casas sustentáveis também parte desse preceito. A criatividade e a vontade de realizar algo harmonizado com o meio ambiente e a sociedade é essencial.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

=                                            ESTALEIRO PROMAR ( PORTO SUAPE)

   O novo estaleiro que está sendo construído no porto de SUAPE em Pernambuco, teve início em 2011 depois ser aprovado pela licencia ambiental que é a Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH),com fins na fabricação de navios voltados para o apoio offshore de plataformas petroleiras principalmente.
      ´´Um estaleiro é o local onde se constroem, repara e/ou reforma embarcações de finalidades como cruzeiros para turistas, barcos pesqueiros, barcos militares ,barcos de transportes de cargas e barcos de apoio como os que se pretende construir no estaleiro PROMAR (Art. Estaleiro PROMAR`` S.A , 21/11/2010)

   O estaleiro vai ocupar uma área de 97,40 hectáres de terreno, sendo que 17,40% serão dragados para conformação do canal de navegação, e os outros 82,60 % do terreno será de livre construção do PROMAR. E como não é uma construção de pequeno ou médio porte, qualquer erro alheio no planejamento pode prejudicar e muito o meio ambiente. E e aí que entra a gestão de planejamento de obras civis.


Descrição: C:\Users\Lenilson\Downloads\maxresdefault.jpg foto fantasia(as cores dessa foto não é real)

Descrição: C:\Users\Lenilson\Downloads\69253fb0ae1ebb73506927acd0879e4c.jpg

Observa-se que há matas ao redor da construção e é necessária a maior segurança para evitar que não haja danos ao meio ambiente e não desestabilizar os habitats por perto.

   Com a chegada desse estaleiro, cria-se algumas vantagens e desvantagens tal como;
·        Vantagens: Mais trabalhos, Mais rendas e Mais economias.
·        Desvantagens: Aumento da poluição devido a alguns resíduos, desmatamento do florestal onde vai ser construído e etc.

Abaixo tem um vídeo mostrando como que vai ficar o estaleiro PROMAR de SUAPE .

terça-feira, 31 de maio de 2016

Mais luz, menos eletricidade !

Iluminação natural
        

        Como forma de desviar dos problemas causados pela luz artificial, como aumento da temperatura do ar e custeio da mesma, foi-se pensado em uma possível de aproveitar melhor a iluminação natural.
              A luz natural está relacionada a uma boa qualidade de vida. As pessoas estando em contato com a variação temporal ao longo do dia se mantêm informadas sobre a variação do clima externo, têm a sensação psicológica do tempo. 
          Outro bom fator é a relação custo benefício existente entre o homem e esse método de iluminação é totalmente gratificante, se o projeto for bem executado, resultará numa grande economia de energia elétrica, tanto em iluminação quanto em ar condicionado.

Tipos de Iluminação natural

1.       Iluminação zenital: Uma das formas de se aproveitar a iluminação natural é fazendo uso de vãos na cobertura. 

É dividida em:

·         Shed – Caracteriza-se por uma abertura única orientada no telhado no sentido Sul, ou seja, a luz solar que entra por ele será indireta.
·         Lanternim – Caracteriza-se por ser um vão com duas faces opostas de entrada de luz, com orientação no sentido Norte-Sul.  
·         Clarabóia – Caracteriza-se por ser um vão em posição mais horizontalizada, sua manutenção é mais complexa e  a questões térmicas devem ter atenção redobrada.
·         Clarabóia tubular – Caracteriza-se por um vão em forma de semiesfera que conduzem a iluminação natural para dentro do edifício através de tubos reflexivos.
·         Átrio – Caracteriza-se por ser uma cobertura translúcida muito utilizada em edificações de grande altura para captação de iluminação de áreas de uso comum.


2.       Bandejas de luz: ela é utilizada para impedir a incidência direta do sol para o interior da edificação, possibilitando assim ausência de ofuscamento e diminuição do calor.


3.       Brises : Podem ser fabricados em concreto, metal, madeira.  Também podem ser articulados ou fixos ;


            


         Para se ter um bom nível de luz e para que não haja ofuscamento nem grandes contrastes, pois estes levam a o desconforto e ao cansaço visual, deve-se atentar aos seguintes critérios:

     • Organização dos espaços interiores compatível com a forma e a melhor orientação;

     • Estudo da localização, forma e dimensões das aberturas;

     • Estudo da geometria e cores das superfícies internas, de maneira a conseguir uma distribuição homogênea de luz no interior;

     • Bom projeto das partes fixas e móveis dos elementos que controlarão a entrada da luz e da radiação direta;

     • Decisão sobre o controle da iluminação, passivo ou ativo, manual ou computadorizado;

     • Conhecimento das propriedades térmicas e lumínicas dos materiais transparentes utilizados;

     • Conhecimento da sensibilidade às cores decorrentes da cultura e costumes locais.

      Por último vale lembrar que um bom projeto de iluminação está aliado a um bom projeto de arquitetura. 

         O objetivo de abordar  esse tema é para que a partir dele as pessoas tenham um conhecimento maior sobre essa maneira de sustentabilidade e que a iluminação natural seja conceituada nos projetos de suas casas, visando à integração das iluminações natural e artificial, que permita conseguir um ambiente com melhor qualidade de vida e economizar da parte da energia elétrica gasta com a iluminação e com o sistema de ar condicionado. 


domingo, 22 de maio de 2016

Minha casa, meu lixo

Trabalho desenvolvido por químico brasileiro que promete revolucionar a construção civil


A construção civil é o ramo tecnológico que mais gera resíduos sólidos, cerca de 60% do lixo gerado vem desta área, com isso, você já imaginou que ao invés de produzir lixo, pudéssemos construir com ele sendo o principal material da construção? É o que um químico desenvolveu em Araraquara (SP). A técnica desenvolvida após anos de pesquisa por Marcelo dos Santos, que compreende em gerar tijolos através de lixo orgânico visando baratear a produção dos blocos de alvenaria. O material orgânico chega ao processo de fabricação da mesma forma que sai das casas; embalado em sacos plásticos, onde é separado o material reciclado dos detritos. O processo desenvolvido visa diminuir a utilização de areia em 50% e do concreto em 30% e, portanto diminuir o preço dos tijolos em 40% além de oferecer uma alternativa viável para o destino do lixo domestica.


Processo:
Após a separação, o lixo orgânico passa por um triturador e é fragmentado. “O material fica moído e depois vai para um misturador, onde uma composição química é acrescentada a ele”, explica Santos ao portal G1.
A composição química patenteada por santos durante anos de pesquisa é o que garante a esterilização do material, retirando fungos, vírus, bactérias e o impedindo de poluir o ambiente ou causar danos aos humanos.
Após a mistura, a massa pastosa é jogada em uma maquina peletizadora, onde é transformada em pequenos pedaços para em seguida ir ao forno e sofrer o processo de secagem, aonde então chegamos ao ultimo estagio que é a transformação do produto em pó.



O produto ainda esta em fase de testes. Mas os protótipos produzidos com 30% da quantidade normal de areia e 20% de concreto atingiram o dobro da resistência exigida pelo Inmetro. Agora vai para novos testes que serão realizados pela universidade de São Paulo (USP) para que então possam ser liberados para o mercado.

Fontes:

<http://g1.globo.com/sp/araraquara-regiao/noticia/2012/05/tecnica-permite-fazer-tijolos-partir-de-lixo-organico-em-araraquara-sp.html>

<http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI313315-18537,00-DUPLA+CRIA+COMPOSTO+PARA+USAR+RESIDUOS+ORGANICOS+COMO+MATERIAPRIMA+DE+TIJOL.html>

terça-feira, 17 de maio de 2016

ESTRADA DE PNEUS VELHOS PARA PNEUS NOVOS

                            
    No mundo, cerca de 800 milhões de toneladas de pneus são descartados anualmente, (quantidade que poderia asfaltar 400 mil quilômetros) sem um destino útil final. São necessários aproximadamente 600 anos para um pneu se decompor por completo, e durante esse tempo, é suficiente para causar um desastre ecológico de médio á grandes proporções. Sendo assim com investimento e pesquisa, descobriu-se várias aplicações  úteis dos pneus velhos, sendo algumas delas na construção civil, que  especificamente na pavimentação de rodovias trouxe muitos aspectos positivos. Esse método é ecoeficiente sendo que, apresenta uma série de vantagens para o meio ambiente,reduzindo drasticamente  quantidade desses materiais que serão descartados incorretamente e evitam trazer sérios danos à fauna e a flora ambiental.
    Na pavimentação asfáltica o pneu entra na composição no teor de 10 a 25% do total. Para cada quilômetro construído, são necessários dois mil pneus que serão triturados várias vezes até se transformar no tamanho ideal. Depois irá para uma caldeira quente onde será derretido junto com o piche e brita formando uma "liga" elástica que será aplicada na brita ou no concreto
.
   O Brasil possui 1,71 milhões de quilômetros de rodovias, porém só 8 mil quilômetros foram pavimentados com o asfalto ecológico. É muito pouco, pois o país descarta cerca de 20 milhões de pneus que vão pro meio ambiente sem nenhum destino correto. Vale ressaltar que na rodovia Anchieta em São Paulo, tem 15 km (pista dupla) com o pavimento desse material. Ela é administrada pela concessionária Ecovias SA que teve a iniciativa de recapear a malha entre os trechos entre os marcos 40 e 55 km com o "eco asfalto" visto que apresenta uma série de vantagens misturar pneus ao invés de piche e brita puros, tais como:
  • Maior durabilidade e resistência: Dura cerca de três vezes por mais tempo do que o asfalto comum e suporta 40% mais cargas que o convencional pelo fato da flexibilidade da borracha;
  • Menor risco de aquaplanagem: "Por sua granulometria ser maior, dificulta a formação de poças durante chuvas, reduzindo o risco de aquaplanagem, além da borracha do asfalto tem mais contato com a superfície dos pneus  no piso molhado dando mais segurança ao condutor";
  • Gera menos resíduos ao meio ambiente: Ao reaproveitar esses pneus, a borracha que iria para a natureza, irá para as rodovia e os arames serão descartados adequadamente;
  • Para o condutor também é melhor porque lhe proporciona melhor conforto ao dirigir;
  • Melhor custo-benefício: a durabilidade é maior necessitando de menos manutenção na pista de rolamento;

Contudo o asfalto-borracha sai 25% mais caro que o convencional fazendo com que  algumas empresas utilizem o último. Apesar de ser caro, o asfalto borracha vale a pena para a empresa e também para a natureza, uma vez que dura 40%  mais tempo, além de ser mais confortável para o motorista, precisa de menos manutenção, cortando custos futuros. Também, pneus velhos são encontrados praticamente gratuitos tendo o trabalho de remove-los do local e transforma-los. E isso é bom para o meio ambiente.No Brasil é preciso que existam mais incentivos para essa iniciativa, tanto pelos órgãos ambientais, capital privado e poder público com o intuito de que tais medidas sejam efetivas.


Fontes:

<http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/11/asfalto-borracha-a-adicao-de-po-de-borracha-extraido-de-245173-1.aspx>

<http://www.ufrgs.br/ensinodareportagem/meiob/asfaltob.html>

<http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=73389&c=6>

terça-feira, 10 de maio de 2016

Casa ecoeficiente no Agreste Paraibano






   

      




O SENAI-PB inaugurou no dia 28 de abril de 2006, no Centro de Inovação e Tecnologia Industrial do SENAI, em campina Grande, o Laboratório de Energias Renováveis – Casa Ecoeficiente, possuindo dependências usuais de uma residência de padrão médio, constituindo-se em um ambiente tecnológico e didático para visitação, cursos, pesquisas e inovações.

A Casa Ecoeficiente esta instalada numa área de 350 m², possuindo dependências usuais de uma residência de padrão médio, que tem o objetivo de disseminar tecnologias de materiais alternativos na construção civil, gestão eficiente de águas domésticas e aplicações da energia solar fotovoltaica, solar térmica e eólica.

A Casa Ecoeficiente foi desenvolvida com soluções para propiciar a máxima eficiência energética, e conforto térmico integrado ao projeto arquitetônico, valorizando os conceitos de aproveitamento da ventilação e a iluminação natural. Na construção, foram utilizados materiais ecologicamente corretos e eficientes (tijolos e paredes monolíticas de solo-cimento, painéis térmicos com placas de isopor e de resíduos sólidos, telhas de fibras vegetais, piso usando madeira de demolição e resíduos industriais). 

As instalações elétricas da Casa são alimentadas por um sistema híbrido de geração de energia (painéis fotovoltaicos e turbina eólica). O Projeto da Casa Ecoeficiente incorpora conceitos de gestão eficiente de águas domésticas com instalações hidro-sanitárias previamente projetadas para o sistema de reuso de água, composto, inclusive, por uma mini-estação de tratamento de efluentes (ETE) e um dessalinizador.  O Projeto de paisagismo privilegiou o uso de espécies nativas da região.

Os ambientes da Casa Ecoeficiente se assemelham aos de uma casa convencional, porém adaptados para abrigar um laboratório:

•    Sala de visita: que é um auditório para palestras e exposições;
•    Quartos: laboratórios para realização de cursos e desenvolvimento de experimentos de pesquisa;
•    Cozinha e área de serviço: laboratórios de eficiência energética equipados com eletrodomésticos usuais;
•    Banheiro: demonstração do uso de água aquecida por energia solar do reuso de águas servidas;
•    Escritório: sala de controle para monitoramento de sistemas;
•    Despensa: abrigo para o banco de baterias.  

Na parte externa da Casa encontram-se também:

•    Estação de tratamento de águas;
•    Sistema com cata-vento para captação de água do poço
•    Painéis fotovoltaicos;
•    Turbina eólica
•    Sistema solar para aquecimento de água;
•    Dessalinizador alimentado por energia solar fotovoltaica.
•    Sistema solar de bombeamento de água;
•    Praça do Saber, local onde serão realizadas as aulas práticas e demonstrações de experimentos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Sistema construtivo Concreto PVC: vantagens e desvantagens

Solução promete reduzir tempo de construção em três vezes e diminuir a geração de resíduos. Porém, é pouco difundida e o preço superior ao da alvenaria estrutural

INTRODUÇÃO

O Concreto PVC é um sistema modular de encaixe em que as paredes são feitas de perfis vazados de PVC acoplados entre si. Tais painéis são fabricados um a um na indústria sob medida para cada projeto. Após sua montagem no canteiro de obras, são preenchidos por concreto e aço estrutural. “As fôrmas de PVC ficam incorporadas às paredes, com armaduras de espera para vergas, contravergas e cintas, preenchidas com concreto de alto desempenho resultando em uma solução de elevada resistência, cumprindo as funções de acabamento final e proteção do elemento estrutural”, afirma Giovani Luiz Mandel, gerente Comercial e de Marketing da Global Housing International.

CONSTRUÇÃO:

Este sistema torna parte da obra industrializada pois os painéis da estrutura já chegam prontos no canteiro. “As inovações tecnológicas na indústria da Construção Civil transformam a obra. Em vez da construção passa a ser uma montagem”, explica Mandel
Duas características desta ‘montagem’ são muito relevantes: a agilidade e a limpeza. “O tempo de execução é três vezes menor que a alvenaria convencional e não existe resíduo de obra nesta etapa pois o PVC vem todo cortado de fábrica”, diz Vilmar Doredson Bertoldo, gerente comercial da Bazze, indústria de perfis em PVC, que também vende kits prontos. “Isso remete aos conceitos de sustentabilidade”, completa Mandel.

VANTAGENS.

-Sustentabilidade: Além do uso mais eficiente de recursos e a minimização da geração de resíduos, os perfis de PVC também têm um apelo sustentável por serem 100% recicláveis e porque os poucos resíduos gerados com sua fabricação são reaproveitados. Eles também podem ser reciclados ao final do seu ciclo de vida. Obra mais limpa e com economia no consumo de água e energia elétrica, dispensa mão de obra especializada e o uso de equipamentos pesados como guindastes.

-Mais rápido: A agilidade de montagem permite maior controle no cronograma da obra. A infraestrutura das instalações elétricas já vem embutida e a instalação hidráulica pode ser montada na fábrica.

-Menos mão de obra: diminui o número de funcionários necessários.

-Mais produtividade:

PREÇO:

Paredes vazias em PVC, ou seja – os painéis que serão montados na obra –, custam, em média, R$ 140,00 o m² da parede. Em geral, um pouco superior ao custo da parede em alvenaria estrutural.
Concreto PVC em números
Nos últimos cinco anos, estima-se que mais de 150.000 m² foram construídos em concreto PVC no Brasil. O sistema proporciona:
* Redução de 27% no consumo de material
* Redução de 80% de desperdício
* Aumento de 75% na economia de água e energia na obra
* Aumento de 7% em área útil no projeto

DESVANTAGENS:

1- Preço – ainda é cerca de 20% superior ao da alvenaria convencional 2- Poucos fornecedores – ainda são poucas as empresas que trabalham na produção do material 3- Produção em pequena escala – aqui no Brasil ainda é produzido em pequena escala 4- Pequenas vibrações – nas paredes em caso de muita intensidade de ventos e intempéries 5- Desconfiança – ainda não é muito difundido e os construtores têm dúvidas sobre o sistema
LEGISLAÇÃO: A tecnologia construtiva Concreto PVC é regulamentada pela NBR 15.575, que descreve as incumbências dos projetistas, do incorporador, do construtor e dos usuários; requisitos mínimos de qualidade de material; prazos de vida útil; prazos de garantia; condições de manutenção e métodos de ensaio.


Fonte: http://www.aecweb.com.br/

quarta-feira, 27 de abril de 2016

EDIFÍCIO COM ENERGIA (3x+4=4)


                        
    Com as grandes oscilações do sistema pluvial brasileiro,  está havendo muitas preocupações em relação ao sistema de geração de energia ELÉTRICA, coisa essa que já não é comum para o Brasil, no entanto muitos imobiliários estão pensando em outros meios de produção de energias privadas, ou seja,  energia exclusivamente para determinado prédio.
   O conceito de energia vêm tomando a cada dia espaço dentro do cenário de produção de energia elétrica renováveis, a tal ponto de ser um dos assuntos e motivos para pesquisas em universidades como a  Universidade de Santa Catarina.
Para pesquisadores das conceituadas universidades como a Universidade da Florida, a energia zero é considerada o futuro da construção civil, e em países como os Estados Unidos, Japão, já colocaram como obrigatório que todos os edifícios a partir de 2020 produzissem suas próprias energias, não só através da solar, mas que por outros meios de produção, como por exemplo: A utilização do próprio esgoto e lixo para a geração de energias. Essas são outras alternativas de geração de energia zero, sendo a solar a mais popular entre elas, pois é que o ambiente em volta, no caso do Brasil , dá mais oportunidades.
                  MAS O QUE É ENERGIA ZERO ?
Chama-se energia zero toda a quantidade de energia utilizada por um edifício que é produzida por ele mesmo ,ou seja, ele necessita de uma energia zero das hidrelétricas e das outras diversas formas de obtenção de energias, como já comentado antes, o meio mais comum é o de capitar a energia solar ,mas existem mais alternativas como a eólica, biomassa, e assim sucessivamente.
                        PONTOS IMPORTANTES
Se por um lado as pesquisas avançam em direção a resultados cada vez mais positivos para ter energias zero, por outro é necessário que o mercado imobiliário esteja também atento as mudanças previstas por essa verdadeira revolução na construção civil.
·       Adequação :é necessário que os edifícios estejam prontos para receber esse sistema e também pensar como e por onde vai ser distribuído todas essas coisas;
·       Estudos antecipados: bem, para dar início, e como consequência concluir a obra, é necessário fazer um estudo relevante em relação ao clima, e se ele pode ter possibilidade de ser alterado com o passar do tempo;
·       Recompensa: os edifícios com esses sistemas todos implantados, sem sombra de dúvidas tem mais valor no mercado imobiliário ;
               PERSPECTIVAS DE RESULTADOS
   Segundo o ministério de minas e energias, cerca de 47% de toda a energia produzida no Brasil ,é consumida pelos edifícios públicos e privados. Agora imagine, se todos, ou a maioria desses edifícios e casas fossem construídos com energia zero? Essa porcentagem ia deixar de ser produzidas e como consequência AJUDAR tanto o ser humano como a natureza.
         VANTAGENS E DESVANTAGENS
·       Vantagem: é o fim da degradação ambiental em grande escala.
                                                                                                                                

·       Desvantagem: como deu pra perceber, uma obra desse porte não é viável para qualquer projeto, pois tem investimento muito alto.





quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ecotelhado: jardins do futuro


         Devido globalização e o aumento dos centros urbanos, o ambiente em que vivemos vem sendo cada vez mais degradado e ficando mais distante da natureza. Como forma de amenizar os danos de suas próprias invenções e na tentativa de deixar o ambiente mais natural, o homem cria meios para que as cidades fiquem mais verdes e naturais. Um desses meios é a cobertura verde ou teto-jardim.

  O que é?
  
      É uma técnica usada na arquitetura e na engenharia civil que tem como principal objetivo o plantio de árvores e plantas nas coberturas de residências e edifícios.
    
Como instalar?
          
       Como o telhado verde requer infraestrutura adequada, não basta subir em cima da casa e começar a plantar. A obra exige a instalação de uma estrutura específica na cobertura da casa - se o telhado for simplesmente uma laje, é preciso impermeabilizá-la; se for feito de telhas de cerâmica, é preciso retirá-las e colocar placas de compensado que servirão de base para a cobertura vegetal. Ali serão colocados a terra e o adubo para o crescimento das plantas. Mantas onduladas, para impedir que o substrato escorra, e de impermeabilização, para evitar infiltrações na casa, e dutos de irrigação e drenagem também fazem parte do projeto de um telhado verde, que ajuda a reduzir o barulho dentro de casa e a manter a temperatura constante. Além de grama, o telhado verde pode receber flores e arbustos. Dando preferência a plantas locais mais resistentes à chuva e à estiagem e que exijam pouca rega e poda. Plantas de porte baixo e crescimento lento também podem facilitar a manutenção, que é parecida com a de um jardim comum.












                              Vantagem
 Diminui a poluição e melhora a qualidade do ar das cidades. A vegetação absorve as substâncias tóxicas e a libera oxigênio na atmosfera.
 Ajuda a combater o efeito de Ilhas de Calor nas grandes cidades.
 Melhora o isolamento térmico da edificação. Protege contra as altas temperatura no verão e ajuda a manter a temperatura interna no inverno.
 Melhora o isolamento acústico da edificação. A vegetação absorve e isola ruídos.
 Maior retenção da água das chuvas. A vegetação auxilia na drenagem da água da chuva, reduzindo assim a necessidade de escoamento de água e de sistemas de esgoto e ainda filtra a poluição dessas águas.
 Diminui a possibilidade de enchentes. Como retém melhor a água da chuva, o excesso não vai para as ruas.
 Ajuda na diminuição da temperatura do micro e macro ambientes externo.
 Reduz o consumo de energia, e melhora a eficiência energética devido à redução da temperatura no ambiente interno, diminuindo a necessidade de refrigeração.
– Aumento da biodiversidade, atraindo pássaros, borboletas entre outros.
– Embeleza a edificação e a cidade.
Desvantagem
– Necessita uma certa manutenção para manter sua estrutura saudável e com boa aparência.
– O Investimento financeiro inicial pode ser alto.
– Restrições quanto à estrutura podem inviabilizar o sistema.

– Necessita de mão de obra especializada para instalação para evitar problemas de vazamento e infiltrações.                        


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Certificação ambiental: As construções do futuro



LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema de classificação internacional de edifícios, criada pela USGBC sigla em inglês para o conselho americano de construções sustentáveis. Esse método de classificar projetos e construções leva em consideração certas normas, dando uma pontuação através de cinco categorias: escolha do terreno, uso sustentável da água, uso racional da energia, materiais e recursos e qualidade do ambiente interno. Sendo utilizado em países como China, Índia, Estado Unidos e Brasil. É uma forma de avaliar construções e construtoras através de um certificado de impacto ambiental dado por uma entidade independente, parecido com o que ocorre com os eletrodomésticos onde o INMETRO os avalia.
    São sistemas como esse que cada vez mais ganham força e visibilidade na construção civil. Já temos em circulação no nosso país projetos como o PROCESSO AQUA e o CASA AZUL da caixa econômica federal realizada nos empreendimentos populares financiados pelo governo federal, onde, os moradores são instruídos por aulas de educação ambiental.
    Os métodos usados por esses projetos são todos pensados no bem estar ambiental e no conforto interno. Como: estação de tratamento para a reutilização da água, fontes de energia limpa, aproveitamento da luz externa através de janelas em locais estratégicos e descarte de apenas 10% do material usado na obra. Com isso diminui os custos com conta de água e luz. Aumentando consideravelmente o valor do imóvel.
    É imprescindível que os selos de construções sustentáveis estão causando uma revolução na área da construção. Um exemplo é o Brasil quarto colocado no ranking de países com esse tipo de sistema, em 2013, metade dos lançamentos comerciais em são Paulo e rio de janeiro foram certificados ambientalmente, já em Curitiba chegou a 80%.






 

                                         

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O que é,e para quê serve o CONOMA






Dentre suas principais competências estão: o estabelecimento de normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; determinação da necessidade de realização de estudos das alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos públicos ou privados; decisão, em última instância administrativa, sobre as multas e outras penalidades impostas pelo IBAMA; o estabelecimento das normas e padrões nacionais de controle da poluição causada por veículos automotores, aeronaves e embarcações; estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente, com vistas ao uso racional dos recursos ambientais, principalmente os hídricos; e a deliberação, sob a forma de resoluções, proposições, recomendações e moções, que visam cumprir os objetivos da Política Nacional de Meio Ambiente


A ecoeficiência é uma das grandes metas do CONOMA,pois se trata de questão ambiental.E e engenharia é uma área indispensável para esse problema,para se chegar o mais próximo da sustentabilidade ambiental,econômica e melhoria de saúde,ou seja,é um ramo que é muito interdiciplinares ,em prol do bem natural!



Eco Civil Sustentável : Engenharia Civil  Gestão ambiental=Mundo mais sus...


A ecoeficiência- em prol do meio ambiente e sociedade!!

A ecoeficiência pode ser definida em que o projeto é à base de matérias primas e serviços sustentáveis, com maior aproveitamento de bens, gerando menos resíduos.  A ecoeficiência, na área da poluição ambiental, é um sistema que, resumidamente produz mais e melhor com menos recursos e pouco resíduos.Se relaciona com a sustentabilidade, porque ela também visa o favorecimento do meio ambiente, e tem a perspectiva de que os recursos sejam extraídos sem danificar a ponto de acometer as próximas gerações. Existem diversos órgãos públicos engajados e o CONAMA é o de nosso interesse. Porém ele será abordado em outro post, por questão de foco.

Como a ecoeficiência entrará na construção civil e afins?

A engenharia civil se preocupa em desenvolver sustentavelmente e favorecendo os três lados tema que é o economico, social e ambiental,  e com ecoeficiência ela sairá no lucro, pois poderá atingir a perspectiva com o mínimo de gasto de recurso possível. Sabemos que nem sempre foi fácil desenvolver projetos ecologicamente corretos que custassem um valor '' razoável '' até então, mas hoje já existem várias técnicas que diminuem um pouco o orçamento do projeto como:

captação de água da chuva;

tratamento individual do esgoto;
reutilização de portas e janelas de metal, entre outros materiais 
vindos de demolições;

transformação do pneu em asfalto;

utilização como fontes de energia


   Uso de energias renováveis para produção de energia elétrica, como solar fotovoltaica e eólica; Uso de telhado jardim, por serem ótimos isolantes térmicos.    

Possuem benefícios econômicos, com o retorno de US$ 15,00 em 20 anos para cada US$ 1,00 investido na construção de edifícios sustentáveis, melhoria na qualidade de vida, saúde e produção dos moradores e usuários e a preservação ambiental.