terça-feira, 31 de maio de 2016

Mais luz, menos eletricidade !

Iluminação natural
        

        Como forma de desviar dos problemas causados pela luz artificial, como aumento da temperatura do ar e custeio da mesma, foi-se pensado em uma possível de aproveitar melhor a iluminação natural.
              A luz natural está relacionada a uma boa qualidade de vida. As pessoas estando em contato com a variação temporal ao longo do dia se mantêm informadas sobre a variação do clima externo, têm a sensação psicológica do tempo. 
          Outro bom fator é a relação custo benefício existente entre o homem e esse método de iluminação é totalmente gratificante, se o projeto for bem executado, resultará numa grande economia de energia elétrica, tanto em iluminação quanto em ar condicionado.

Tipos de Iluminação natural

1.       Iluminação zenital: Uma das formas de se aproveitar a iluminação natural é fazendo uso de vãos na cobertura. 

É dividida em:

·         Shed – Caracteriza-se por uma abertura única orientada no telhado no sentido Sul, ou seja, a luz solar que entra por ele será indireta.
·         Lanternim – Caracteriza-se por ser um vão com duas faces opostas de entrada de luz, com orientação no sentido Norte-Sul.  
·         Clarabóia – Caracteriza-se por ser um vão em posição mais horizontalizada, sua manutenção é mais complexa e  a questões térmicas devem ter atenção redobrada.
·         Clarabóia tubular – Caracteriza-se por um vão em forma de semiesfera que conduzem a iluminação natural para dentro do edifício através de tubos reflexivos.
·         Átrio – Caracteriza-se por ser uma cobertura translúcida muito utilizada em edificações de grande altura para captação de iluminação de áreas de uso comum.


2.       Bandejas de luz: ela é utilizada para impedir a incidência direta do sol para o interior da edificação, possibilitando assim ausência de ofuscamento e diminuição do calor.


3.       Brises : Podem ser fabricados em concreto, metal, madeira.  Também podem ser articulados ou fixos ;


            


         Para se ter um bom nível de luz e para que não haja ofuscamento nem grandes contrastes, pois estes levam a o desconforto e ao cansaço visual, deve-se atentar aos seguintes critérios:

     • Organização dos espaços interiores compatível com a forma e a melhor orientação;

     • Estudo da localização, forma e dimensões das aberturas;

     • Estudo da geometria e cores das superfícies internas, de maneira a conseguir uma distribuição homogênea de luz no interior;

     • Bom projeto das partes fixas e móveis dos elementos que controlarão a entrada da luz e da radiação direta;

     • Decisão sobre o controle da iluminação, passivo ou ativo, manual ou computadorizado;

     • Conhecimento das propriedades térmicas e lumínicas dos materiais transparentes utilizados;

     • Conhecimento da sensibilidade às cores decorrentes da cultura e costumes locais.

      Por último vale lembrar que um bom projeto de iluminação está aliado a um bom projeto de arquitetura. 

         O objetivo de abordar  esse tema é para que a partir dele as pessoas tenham um conhecimento maior sobre essa maneira de sustentabilidade e que a iluminação natural seja conceituada nos projetos de suas casas, visando à integração das iluminações natural e artificial, que permita conseguir um ambiente com melhor qualidade de vida e economizar da parte da energia elétrica gasta com a iluminação e com o sistema de ar condicionado.