terça-feira, 17 de maio de 2016

ESTRADA DE PNEUS VELHOS PARA PNEUS NOVOS

                            
    No mundo, cerca de 800 milhões de toneladas de pneus são descartados anualmente, (quantidade que poderia asfaltar 400 mil quilômetros) sem um destino útil final. São necessários aproximadamente 600 anos para um pneu se decompor por completo, e durante esse tempo, é suficiente para causar um desastre ecológico de médio á grandes proporções. Sendo assim com investimento e pesquisa, descobriu-se várias aplicações  úteis dos pneus velhos, sendo algumas delas na construção civil, que  especificamente na pavimentação de rodovias trouxe muitos aspectos positivos. Esse método é ecoeficiente sendo que, apresenta uma série de vantagens para o meio ambiente,reduzindo drasticamente  quantidade desses materiais que serão descartados incorretamente e evitam trazer sérios danos à fauna e a flora ambiental.
    Na pavimentação asfáltica o pneu entra na composição no teor de 10 a 25% do total. Para cada quilômetro construído, são necessários dois mil pneus que serão triturados várias vezes até se transformar no tamanho ideal. Depois irá para uma caldeira quente onde será derretido junto com o piche e brita formando uma "liga" elástica que será aplicada na brita ou no concreto
.
   O Brasil possui 1,71 milhões de quilômetros de rodovias, porém só 8 mil quilômetros foram pavimentados com o asfalto ecológico. É muito pouco, pois o país descarta cerca de 20 milhões de pneus que vão pro meio ambiente sem nenhum destino correto. Vale ressaltar que na rodovia Anchieta em São Paulo, tem 15 km (pista dupla) com o pavimento desse material. Ela é administrada pela concessionária Ecovias SA que teve a iniciativa de recapear a malha entre os trechos entre os marcos 40 e 55 km com o "eco asfalto" visto que apresenta uma série de vantagens misturar pneus ao invés de piche e brita puros, tais como:
  • Maior durabilidade e resistência: Dura cerca de três vezes por mais tempo do que o asfalto comum e suporta 40% mais cargas que o convencional pelo fato da flexibilidade da borracha;
  • Menor risco de aquaplanagem: "Por sua granulometria ser maior, dificulta a formação de poças durante chuvas, reduzindo o risco de aquaplanagem, além da borracha do asfalto tem mais contato com a superfície dos pneus  no piso molhado dando mais segurança ao condutor";
  • Gera menos resíduos ao meio ambiente: Ao reaproveitar esses pneus, a borracha que iria para a natureza, irá para as rodovia e os arames serão descartados adequadamente;
  • Para o condutor também é melhor porque lhe proporciona melhor conforto ao dirigir;
  • Melhor custo-benefício: a durabilidade é maior necessitando de menos manutenção na pista de rolamento;

Contudo o asfalto-borracha sai 25% mais caro que o convencional fazendo com que  algumas empresas utilizem o último. Apesar de ser caro, o asfalto borracha vale a pena para a empresa e também para a natureza, uma vez que dura 40%  mais tempo, além de ser mais confortável para o motorista, precisa de menos manutenção, cortando custos futuros. Também, pneus velhos são encontrados praticamente gratuitos tendo o trabalho de remove-los do local e transforma-los. E isso é bom para o meio ambiente.No Brasil é preciso que existam mais incentivos para essa iniciativa, tanto pelos órgãos ambientais, capital privado e poder público com o intuito de que tais medidas sejam efetivas.


Fontes:

<http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/11/asfalto-borracha-a-adicao-de-po-de-borracha-extraido-de-245173-1.aspx>

<http://www.ufrgs.br/ensinodareportagem/meiob/asfaltob.html>

<http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=73389&c=6>

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